Dr. Gustavo Zanin Poletto

Não é só uma luzinha

Quando médicos dermatologistas começaram a anunciar a depilação a laser, mulheres e homens finalmente vislumbraram uma esperança de acabar com a mais famosa sessão de tortura moderna— conforme o nível de tolerância à dor, podia ser com cera quente, fria, roll-on, enfim, ao gosto do freguês. O laser também trouxe revoluções a algumas cirurgias, tratamentos de manchas, varizes, rejuvenescimento facial, de pescoço e até das mãos, tornando procedimentos mais eficazes e com menor tempo de recuperação. Ninguém duvida dos benefícios da disseminação do laser em todas as áreas da medicina, inclusive a estética. Por outro lado, o mau uso, sobretudo por pessoas não habilitadas, provoca consequências desastrosas.

Porém, a Sociedade Brasileira de Laser alerta que manchas, cicatrizes e queimaduras são problemas comuns relatados por pacientes insatisfeitos com os resultados obtidos depois de sessões a laser. Os relatos vieram a partir de e-mails, queixas em consultórios e, em casos extremos, da Justiça. As contas da SBL chegam a assustar: na última década, as reclamações relacionadas a tratamentos com o uso dessa tecnologia aumentaram 200% quando comparadas aos 10 anos anteriores. Em primeiro lugar, estão as queixas ligadas a procedimentos dermatológicos, seguidas pelos vasculares, como cirurgias de varizes.

Por isso mesmo, antes de ceder às promoções de clínicas de tratamento e agendar as sessões na euforia de se ver livre de manchas e de pelos indesejados, é preciso ter em mente algumas coisas. A primeira delas, segundo o cirurgião plástico Cláudio Roncatti é que o laser, embora muito seguro, não é algo totalmente inofensivo, como muitos pensam.

— As pessoas tendem a achar que o laser é só uma 'luzinha' e aí, se é só uma 'luzinha', não tem problema nenhum. Hoje se vê até mesmo lojas que vendem aparelhos de laser de alta potência por R$ 400. Qualquer um pode comprar desse jeito, e aí, sem o conhecimento necessário, acaba se machucando — observa.

Uma recomendação importante é ter o acompanhamento de perto de um médico especialista na técnica e no problema que se quer combater.

— O laser tem que ser feito por um médico. Alguém que entenda do coeficiente de absorção de cada tecido, de cada pigmento, que entenda de profundidade da pele, até mesmo para dizer o que é tratável com o laser e o que não é. Existem manchas que, a olho nu, são idênticas. No entanto, uma se trata com uma única sessão de laser e a outra pode exigir pelo menos 12 sessões no tratamento. Só um médico vai saber diferenciar e explicar o procedimento correto ao paciente — completa o dermatologista.

É preciso ainda ter consciência de que podem ocorrer problemas, mesmo com especialistas recomendados operando os equipamentos. No entanto, com eles as soluções para os tais problemas têm mais chances de sucesso, como alerta Alexandre Filippo, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

— No laser, você destrói o alvo, que é sempre um pigmento, seja um pelo, uma mancha ou um vaso, por calor. Por isso, para destrui-lo, você precisa queimá-lo e, às vezes, manchas ou queimaduras leves acontecem mesmo com profissionais experientes — explica Filippo.

A diferença, entretanto, além da gravidade da lesão, está no tratamento adequado recomendado.

Como acertar na escolha

  • Procure um médico especialista na área que deseja tratar. Só ele vai saber se o problema é ou não tratável com laser e quantas sessões serão necessárias. Se o procedimento for de pele, por exemplo, o ideal é ir a um dermatologista ou cirurgião plástico. Para varizes, procure um cirurgião vascular.
  • Vá atrás dos sites das sociedades médicas correspondentes à especialização do médico (cada uma delas tem um site, basta fazer uma busca na internet) e da Sociedade Brasileira de Laser (www.sociedadedelaser.com.br) e faça uma consulta para saber se o médico escolhido é mesmo um especialista e se está habilitado a lidar com a máquina.
  • Visite a clínica antes de fechar o negócio. Certifique-se de que quem vai aplicar o laser é um médico habilitado e de que as máquinas usadas têm registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
  • Desconfie de "promoções" ou pacotes muito baratos.
  • Siga à risca os cuidados recomendados, como passar protetor solar na região tratada.

Fonte: Zero Hora


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